Saturday, May 28, 2005

Barbeiro

Um mancebo matamouros
Ferrabrás inveterado
Enfeitava-se com ouros
E era muito desbocado

Tinha só catorze anos
Mas, na força, tinha vinte
Mui belos eram seu panos
Sedas de grande requinte

Metia-se com cocotes
Freqüentava cabarés
Meninas vinham aos lotes
Lavar e beijar seus pés

Como em todo rapazola
Cresceu-lhe um fino bigode
Ele então pensou gabola
"Um troço desse não pode"

Pegou logo da gilete
Do creme de barbear
Do objeto que reflete
E entrou a navalhar

Coitado, inexperiente
Cometeu a barbeiragem
De cortar profundamente
Sua face qual barragem

4 Comments:

At 5:45 PM, Anonymous veronica said...

aeww !!!
todo poeta.
thu thu thu
ta masSa mais eu prefiro o de baxo..
^_^
doluty
/veronicaSena

 
At 10:08 AM, Blogger pedro roney said...

Graciosa e realista! Quantos aqui onde resido vejo com suas peles faciais repletas de cortes por causa de inexperiência! É realidade dos que, no exército, chamam-se bisonhos! e é por isso que leio e espalho aos quatros ventos que Eu Leio Afonso Roberto!

 
At 10:23 AM, Anonymous bart said...

leiam afonso roberto!

 
At 3:50 PM, Anonymous scila said...

anh? q issu?mas tah boa,
apesar de eu ter boiado!
soh mais as outras!
bjus ;*

 

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